Fall in love.
Quero morrer ao declinar do dia, em alto mar, quando vem vindo a treva. E a hora chegou! O sol se pôs no meio das águas calmas, estas ficaram vermelhas assim como o sangue em minhas mãos, a noite está vindo e o dia se acabando, e a minha vida? Minha vida já acabou a muito tempo, quando eu a conheci… Ela era linda e com seu charme me seduziu, fiquei totalmente apaixonado por ela – este foi meu primeiro erro: apaixonar-me! – qualquer coisa que ela tivesse pedido teria feito, e com o maior prazer!
Mais então descobrir que ela não queria nada comigo, ela me usou… e depois me jogou fora, foi apenas um meio para ela chegar ao seu amado… “O príncipe”, “O Herdeiro do Reino”, “O Primogênito”, “O Mais Nobre dos Cavalheiros”, “O Meu Irmão Mais Velho”, quando soube eu não acreditei, não podia acreditar, eu não queira acreditar…
Revolvi me afastar do Reino pensando que assim iria esquecê-la, passei quatro anos fora, sem nenhum contato direto com o Reino, ou minha família, andava sozinho pelas florestas como se fosse um “Zé-ninguém”, muitas vezes mendigando algo para comer. Mesmo passando por tudo que passei eu nunca consegui esquecê-la, toda noite na hora que fechava os olhos, vinha à imagem dela na minha mente, definitivamente eu não conseguia esquecê-la.
Depois dos quatro longos anos, foi encontrado por cavalheiros do meu Reino, eles me disseram que meu pai estava muito doente e que queria me ver pela ultima vez, a principio eu não quis voltar (ter que encarar-la de novo?) Eu não aquentaria e se ela tivesse casado com meu irmão, se eles já tivessem filhos, e se ela tivesse me esperando? O medo me consumia, não queria voltar… mas meu pai… apesar de tudo eu era seu filho não podia negar um pedido seu! Resolvi voltar apesar de tudo que sentia.
Quando cheguei ao Reino foi informado, que meu pai já estava no leito de morte, subi direto ao quarto dele, quando abri a porta me veio à surpresa, no centro do quarto havia uma cama onde estava meu pai, ao seu lado direito minha mãe, ao seu lado esquerdo estava meu irmão e ela. Ela continuava linda, com seus cabelos loiros e olhos azuis turquesa, ao vê-la meu coração disparou, senti meu sangue correr mais rápido, um sentimento de amor misturado com ódio me invadiu ao vê-la com ele meu próprio irmão, fiquei paralisado, as pessoas falavam comigo eu conseguia ouvi-las, não conseguia tira meus olhos dela, me aproximei da cama de meu pai me sentei ao lado da minha mãe, mais com meus olhos nela, só despertei desse encanto quando meu pai falou comigo, ele me disse para cuidar de minha mãe, e que ele me amava, apertei a mão de minha mãe vi uma lagrima sair dos olhos dela, e logo uma saiu dos meus também, meu pai voltou-se a meu irmão disse para ele reinar com sabedoria e justiça, então aquele ódio voltou como governaria com justiça sendo que ele se casara com a mulher que eu, seu próprio irmão amava? Então meu pai colocou a sua espada no peito fechou seus olhos e soltou seu ultimo suspiro…
Soltei a mão da minha mãe e sai do quarto, o ódio que estava do meu irmão me consumiu por dentro, foi neste instante que perdi a consciência dos meus atos… foi então que ela veio falar comigo, venho me disser que sentia muito, que ela não queria ter me ferido, me disse que gostava de mim no início, mas então meu irmão a fez apaixonar por ele, fiquei paralisado, fora ele que tirou ela de mim, meu irmão, ela pedia para eu ficar, que minha mãe precisava de mim… eu não escutava mais o que ela falava, eu queria vingança, ele a tirará de mim… parti correndo a procura dele, o encontrei na sala de tesouros, ele estava abatido, ele me disse um “oi” e abriu os braços para me abraçar eu recuei, peguei uma espada.
- Você me traiu me tirou aquilo que me era mais importante! – ele pareceu não entender.
Antes mesmo dele tentar se explicar eu o atingi no peito com a espada, ele soltou um grito abafado de terror e dor, caiu no chão, estava feito minha vingança… foi então que me tomei conta do que acabará de fazer, sai correndo para fora da sala com muito medo e terror, quando atravessava o corredor correndo eu a vi lá estava ela, vinha eu minha direção chorando e gritando o meu nome, e me chamando de assassino, virei no corredor e ela me seguia, eu ainda com a espada na mão e agora com uma dor no coração… segui para fora do castelo lá havia o oceano… peguei um barco e comecei a remar, agora já estava longe do castelo e o sol estava se pondo e as trevas chegando…
Estou eu aqui e logo toda a guarda real virá atrás de mim, e melhor eu fazer isso logo, será melhor assim, peguei a espada ainda suja de sangue de meu irmão e a enfiei no meu peito, naquele instante eu soube que nem meu irmão tinha me traído nem ela tinha me usado, aquilo tinha sido apenas o meu destino, alguém precisava fazer aquilo, para o bem maior, ninguém entenderá no momento, mas um dia… entenderão… quando o herdeiro retomar ao torno…