William P. Young escreveu seu livro para os filhos. A procura de mostrar a seus então jovens rebentos idéias doutrinárias e não necessariamente padronizadas, ele sequer imaginava que seu humilde manuscrito inicial de 115 páginas se tornaria um dos maiores best-sellers da atualidade.

A Cabana, livro de estréia do autor em questão, acima de tudo, não é um livro religioso. E é importante que isso fique claro, uma vez que o romance faz sucesso no meio cristão e por isso erroneamente discriminado pela área crítica.

Trata-se, originalmente, de um romance com idéias doutrinárias cristãs, incluindo aí fragmentos que unem um drama de óbvia refêrencia aos manuais de auto-ajuda cristãos, e uma trama policial.

É logo ao começo da narrativa que somos apresentados ao que venha a ser o grande protagonista: Mack, um homem de meia idade, desiludiu-se com a religião predominante em sua vida desde a trágica infância, a partir do desaparecimento de sua filha a três anos do tempo em que se passa a história. A garota, caçula de cinco filhos, foi sequestrada durante um feriado em família, inultimente sendo procurada pela polícia, cuja única prova que tem para comprovar a possível morte da pequena é um vestido que ela usava no dia do incidente encharcado de sangue e abandonado em uma cabana no alto de uma fria montanha.

Mergulhado em profunda depressão, Mack é repentinamente surpreendido por um bilhete que chega em sua casa em um dia nevado, com duas coisas aparentemente absurdas: Primeiro, um chamado a ele voltar para a cabana aonde o vestido de sua filha foi encontrado, e, segundo, assinado por Papai, nome pelo qual sua mulher costuma chamar Deus em orações.

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Já faz quase seis meses desde que o blog da Sociedade Ink foi criado e até agora alcançamos o inacreditável número de nove posts, que vacilavam entre contos escolhidos por temas até crônicas e artigos perdíveis.

Agora, tempos depois da estréia do blog, voltamos com uma nova tentativa de reanimá-lo, incluindo novidades, dessa vez não tão cínicas.

Aqui você encontrará contos, crônicas, trechos de projetos de romances, resenhas, críticas literárias, notícias, artigos com conteúdo… Tudo escrito por nossos Inks.

Espero que todos nós possamos aproveitar essa oportunidade e que dessa vez levemos esse projeto à frente. Agradeço desde já!! :D

Fall in love.

 

Quero morrer ao declinar do dia, em alto mar, quando vem vindo a treva. E a hora chegou! O sol se pôs no meio das águas calmas, estas ficaram vermelhas assim como o sangue em minhas mãos, a noite está vindo e o dia se acabando, e a minha vida? Minha vida já acabou a muito tempo, quando eu a conheci… Ela era linda e com seu charme me seduziu, fiquei totalmente apaixonado por ela – este foi meu primeiro erro: apaixonar-me! – qualquer coisa que ela tivesse pedido teria feito, e com o maior prazer!

Mais então descobrir que ela não queria nada comigo, ela me usou… e depois me jogou fora, foi apenas um meio para ela chegar ao seu amado… “O príncipe”, “O Herdeiro do Reino”, “O Primogênito”, “O Mais Nobre dos Cavalheiros”, “O Meu Irmão Mais Velho”, quando soube eu não acreditei, não podia acreditar, eu não queira acreditar…

Revolvi me afastar do Reino pensando que assim iria esquecê-la, passei quatro anos fora, sem nenhum contato direto com o Reino, ou minha família, andava sozinho pelas florestas como se fosse um “Zé-ninguém”, muitas vezes mendigando algo para comer. Mesmo passando por tudo que passei eu nunca consegui esquecê-la, toda noite na hora que fechava os olhos, vinha à imagem dela na minha mente, definitivamente eu não conseguia esquecê-la.

Depois dos quatro longos anos, foi encontrado por cavalheiros do meu Reino, eles me disseram que meu pai estava muito doente e que queria me ver pela ultima vez, a principio eu não quis voltar (ter que encarar-la de novo?) Eu não aquentaria e se ela tivesse casado com meu irmão, se eles já tivessem filhos, e se ela tivesse me esperando? O medo me consumia, não queria voltar… mas meu pai… apesar de tudo eu era seu filho não podia negar um pedido seu! Resolvi voltar apesar de tudo que sentia.

Quando cheguei ao Reino foi informado, que meu pai já estava no leito de morte, subi direto ao quarto dele, quando abri a porta me veio à surpresa, no centro do quarto havia uma cama onde estava meu pai, ao seu lado direito minha mãe, ao seu lado esquerdo estava meu irmão e ela. Ela continuava linda, com seus cabelos loiros e olhos azuis turquesa, ao vê-la meu coração disparou, senti meu sangue correr mais rápido, um sentimento de amor misturado com ódio me invadiu ao vê-la com ele meu próprio irmão, fiquei paralisado, as pessoas falavam comigo eu conseguia ouvi-las, não conseguia tira meus olhos dela, me aproximei da cama de meu pai me sentei ao lado da minha mãe, mais com meus olhos nela, só despertei desse encanto quando meu pai falou comigo, ele me disse para cuidar de minha mãe, e que ele me amava, apertei a mão de minha mãe vi uma lagrima sair dos olhos dela, e logo uma saiu dos meus também, meu pai voltou-se a meu irmão disse para ele reinar com sabedoria e justiça, então aquele ódio voltou como governaria com justiça sendo que ele se casara com a mulher que eu, seu próprio irmão amava? Então meu pai colocou a sua espada no peito fechou seus olhos e soltou seu ultimo suspiro…

Soltei a mão da minha mãe e sai do quarto, o ódio que estava do meu irmão me consumiu por dentro, foi neste instante que perdi a consciência dos meus atos… foi então que ela veio falar comigo, venho me disser que sentia muito, que ela não queria ter me ferido, me disse que gostava de mim no início, mas então meu irmão a fez apaixonar por ele, fiquei paralisado, fora ele que tirou ela de mim, meu irmão, ela pedia para eu ficar, que minha mãe precisava de mim… eu não escutava mais o que ela falava, eu queria vingança, ele a tirará de mim… parti correndo a procura dele, o encontrei na sala de tesouros, ele estava abatido, ele me disse um “oi” e abriu os braços para me abraçar eu recuei, peguei uma espada.

- Você me traiu me tirou aquilo que me era mais importante! – ele pareceu não entender.

Antes mesmo dele tentar se explicar eu o atingi no peito com a espada, ele soltou um grito abafado de terror e dor, caiu no chão, estava feito minha vingança… foi então que me tomei conta do que acabará de fazer, sai correndo para fora da sala com muito medo e terror, quando atravessava o corredor correndo eu a vi lá estava ela, vinha eu minha direção chorando e gritando o meu nome, e me chamando de assassino, virei no corredor e ela me seguia, eu ainda com a espada na mão e agora com uma dor no coração… segui para fora do castelo lá havia o oceano… peguei um barco e comecei a remar, agora já estava longe do castelo e o sol estava se pondo e as trevas chegando…

Estou eu aqui e logo toda a guarda real virá atrás de mim, e melhor eu fazer isso logo, será melhor assim, peguei a espada ainda suja de sangue de meu irmão e a enfiei no meu peito, naquele instante eu soube que nem meu irmão tinha me traído nem ela tinha me usado, aquilo tinha sido apenas o meu destino, alguém precisava fazer aquilo, para o bem maior, ninguém entenderá no momento, mas um dia… entenderão… quando o herdeiro retomar ao torno…

“Todas as noites eu tenho o mesmo sonho.

“Estou deitado de lado em o que parece ser uma rua asfaltada e úmida. A minha visão distorcida do sonho me impede de ver mais que a silhueta encurvada daquele homem que se aproxima de mim em passos arrastados e lentos. Ao agachar ao meu lado, sinto o calor de sua voz quando seus lábios encostam o meu ouvido e sussurram, em uma voz assustada: ‘Corra o mais rápido que puder.’

“É como que involuntário. Sem pensar, tiro forças do meu íntimo pra me levantar de uma vez e sair correndo em disparada. Sinto que nem mesmo o ser mais rápido do universo poderia me alcançar enquanto eu corria naquela velocidade. Não sei por que estou correndo, nem do que estou correndo. Mas eu sei, tenho certeza, de que há algo ou alguém atrás de mim. Ouço os passos de pés que correm em uma rapidez assustadora atrás de mim. Apesar de minha velocidade sobre-humana, ouço os passos da criatura chegando mais perto de mim a cada segundo. Ela é mais rápida, e o barulho das pisadas no asfalto me levam a conclusão de que é algo grande e pesado, e que anda sobre patas, não sobre pés. E em poucos instantes serei pego por qualquer que seja o ser que me persegue. Não tenho a ousadia de olhar pra trás, apenas corro. O mais rápido que aquela velocidade sobrenatural permitia, pois tudo no mundo tem limites, até mesmo nos sonhos.

“Não vejo nada no fim da rua a não ser uma larga parede de tijolos que se alonga tanto pros lados, e pra cima, até onde o sonho me permite ver. O Pânico floresce a pele. Sinto agora o calor do ser que corre atrás de mim. Meu coração parece que vai explodir a cada passo que a pesada criatura dá a poucos centímetros de mim. É quando, de repente, em um mergulho no terror, olho pra trás, mas só tenho tempo de ver uma enorme pata exageradamente peluda, maior que minha cabeça, vindo em minha direção com um golpe certeiro.

“Então eu acordo, ofegante. Banhado em suor.”

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Era um dia frio e úmido. Coisa pouco usual para aquela região rural do oeste do Texas, acostumada com o sol constante e a secura do ar, onde as poucas chuvas que ocorriam no ano se faziam intrusas.

Lá, na casa de uma fazenda brilhante com variadas espécies de árvores típicas da região, um garoto de dez anos olhava pela janela de seu quarto com os cotovelos apoiados no parapeito, de joelhos na cama. O menino, chamado Gerard (nome irlandês pouco comum naquela região dos Estados Unidos) adorava olhar para as estrelas no céu e imaginar que Deus olhava para ele de lá de cima, antes de ir dormir.

Não media o tempo de ficar ali. Ás vezes passava a noite inteira acordado, com os olhos grudados nos reluzentes pontos naquele extenso lençol azul-escuro que dominava sobre os campos verdes e secos do estado.

Quando suas pálpebras começaram a pesar sobre as órbitas dos olhos, o garoto deu um último bocejo e caiu sobre a cama, dormindo profundamente, não antes de dar graças a Deus por ter o deixado viver mais um dia.

Na manhã seguinte, o dia começou mais quente do que o normal, mais ainda com o pouco de umidade da noite anterior.

Gerard foi para a escola, e, como era sexta-feira, pôde sair mais cedo (exatamente às 13h00). Nessas ocasiões, gostava de passear pelos verdes bosques próximos à sua escola, antes de voltar pra casa.

Naquele dia, depois de ter andado muitos metros pelos bosques decidiu deitar e descansar sobre uma relva verde e macia debaixo da sombra de uma enorme árvore da qual não sabia distinguir o tipo; apesar de ser excepcional nas aulas de Ciências.

Em poucos segundos, adormeceu. A brisa leve que ventilava sobre o corpo do inocente menino ali, naquele lugar deserto, de repente cessou.

Dois homens trajando vestes longas e negras se aproximaram do local onde se encontrava Gerard. Os dois pareciam estar entretidos em uma conversa, e, ao perceberem o garoto deitado sobre a relva, pararam a caminhada e a conversa e se puseram a observar o corpo da criança.

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A inquisição estava perto do fim, dividida entre o fanatismo religioso e a razão. No meio dessa insanidade, estava Anna Göldi, empregada doméstica de Johann Jacob. Como médico, juiz e ministro, ele tinha uma reputação a zelar, reputação que seria seriamente abalada no vilarejo, caso sua relação extra-conjugal com a empregada fosse a público. Era um caso que já durava há anos, mas um medo súbito se apoderou de Jacob. Talvez chantagens e ameaças por parte de Anna, não sei. Ela levara uma vida miserável, nascendo em uma família muito pobre. Solteira, engravidou, e então fora rejeitada pela sociedade. Seu bebê morreu, e então, fora rejeitada pela sociedade. Teve outro filho alguns anos depois, mas nada se sabe sobre ele, talvez tenha morrido, ou abandonado, quem sabe fora colocado para adoção, ou até mesmo criado por Anna. Ela nunca se firmara em um emprego, como criada, mudara de casa diversas vezes. Até encontrar Jacob. Era grata a ele…até então.

Acusada de bruxaria, de ter lançado um feitiço na filha de Johann, após a garota de oito anos ter convulsões. Diziam que a mulher tinha enfeitiçado o leite da menina com agulhas. Seu amo e amante queria se livrar dela. Com a onda da Caça às Bruxas, seria julgada pelo Cantão de Glarus. Manteram a mulher em uma prisão por algumas horas, depois vários homens apareceram para despí-la. Depilaram-na por inteira, de seus pelos pubianos, até seus cabelos negros. Estavam a procura de algum sinal em seu corpo que a ligaria com satã. Não encontraram verrugas, nem manchas em sua pele, por último, analisaram seus mamilos. Nada. Nenhum sinal de que ela amamentava demônios. Teriam que usar metódos mais drásticos. Tortura.

Primeiro, pegaram um simples tesoura, e como se jogassem jogo da velha, a cortavam. Nenhuma confissão. Resolveram então, usar garras metálicas. Com elas, apertaram os genitais de Anna, até multilarem-os. Chicotes e barras de ferros em brasa, eram eventualmente usados. Em todas essas torturas, ela estava na “cadeira das bruxas”. Uma cadeira onde as costas das mulheres ficavam amarradas no assento, e as pernas para cima, imobilizando quem estivesse nela. Alguns dias se passaram, e Anna aguentando tudo com muitos sacrifícios, logo, ela cederia. Resolveram mandá-la para a Dama de Ferro. Como se fosse um sarcófago, mas com espinhos metálicos nas portas. Fora deixada lá por seis horas, quando saiu e conseguiu falar, “confessou” receber ordens de demônios.

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Terça-Feira, 9 de Setembro. A poucos metros de minha casa houve um comício da candita à prefeita de Valparaíso de Goiás, Leda Borges. A professora já tinha se candidatado na última eleição, mas perdeu para o atual prefeito, José Valdécio, que também está se candidatando à reeleição este ano.

Como minha residência fica há apenas alguns muitos metros de onde aconteceu o comício, pude ouvir alguns trechos da pregação de Leda Borges. Em um momento do discurso, a candidata disse: “É hora de mudar! De mudar nossa visão do futuro limitada por essa p*&#% de governo atual! Temos que preencher o vazio deixado pelos antecedentes da prefeitura e recomeçar do zero, pra fazer dessa a cidade que vai revolucionar esse entorno do c#@!&*£!!!”.

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Você se lembra de um jogo chamado Una Passione? Tinha como idéia apresentar um novo carro que seria lançado pela Fiat. Basicamente você tinha de ajudar dois irmãos a encontrar partes de uma antiga escultura de família, claro que com diversos mistérios e sacadas inteligentes. Costumava passar um bom tempo na frente do PC, mesmo pq usava 56k (discada), rsrsrs… Fato é que você não resolvia tudo sozinho, pois vários personagens apareciam no decorrer da busca, e um em especial me chamou atenção: Professor Bodega. Era um velho particularmente interessante, adorava um bom vinho e tinha um caso com sua secretária (se não me engano, ele nunca deixou explícito), além disso amava livros, sendo até meio ranzinza por saber que a maioria das pessoas não. Me lembro que em um dos seus devaneios, ele soltou: “No mundo há dois tipos de idiotas: Os que emprestam seus livros e aqueles que devolvem os livros emprestados”. Confesso que acho a mesma coisa.

Ps. Gostaria de conhecer a pessoa que deu vida àquele personagem…

Cão policial

Um belo dia eu estava sem nada para fazer e fui incomodar minha cã (neologism detected) e pensei: Desde quando a vida de cachorro é ruim? Reflitam e vejam se eu estou errado:

CÃES: Não precisam trabalhar, apenas procurar comida e água.
HUMANOS: Além de trabalhar para comer, têm que comprar roupas, pagar água, luz, roupas, telefone, internet, roupas, móveis, roupas…

CÃES: Podem urinar e defecar onde quiserem, sem culpa ou constrangimento (por parte deles)
HUMANOS: Têm lugares específicos para fazer as necessidades e fazê-las fora desses lugares é uma vergonha.

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