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	<title>Sociedade Ink de Escritores Fantásticos</title>
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	<description>Ninguém se entende. Todos se amam.</description>
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		<title>Sociedade Ink de Escritores Fantásticos</title>
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		<title>A Revelação entre os sellers.</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 00:47:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josh Orrico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Variados]]></category>

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		<description><![CDATA[William P. Young escreveu seu livro para os filhos. A procura de mostrar a seus então jovens rebentos idéias doutrinárias e não necessariamente padronizadas, ele sequer imaginava que seu humilde manuscrito inicial de 115 páginas se tornaria um dos maiores best-sellers da atualidade. A Cabana, livro de estréia do autor em questão, acima de tudo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociedadeink.wordpress.com&amp;blog=4629815&amp;post=94&amp;subd=sociedadeink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">William P. Young escreveu seu livro para os filhos. A procura de mostrar a <img class="alignright" src="http://rodger.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/02/a_cabana.jpg" alt="" width="300" height="430" />seus então jovens rebentos idéias doutrinárias e não necessariamente padronizadas, ele sequer imaginava que seu humilde manuscrito inicial de 115 páginas se tornaria um dos maiores <em>best-sellers</em> da atualidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>A Cabana</em>, livro de estréia do autor em questão, acima de tudo, não é um livro religioso. E é importante que isso fique claro, uma vez que o romance faz sucesso no meio cristão e por isso erroneamente discriminado pela área crítica.</p>
<p style="text-align:justify;">Trata-se, originalmente, de um romance com idéias doutrinárias cristãs, incluindo aí fragmentos que unem um drama de óbvia refêrencia aos manuais de auto-ajuda cristãos, e uma trama policial.</p>
<p style="text-align:justify;">É logo ao começo da narrativa que somos apresentados ao que venha a ser o grande protagonista: Mack, um homem de meia idade, desiludiu-se com a religião predominante em sua vida desde a trágica infância, a partir do desaparecimento de sua filha a três anos do tempo em que se passa a história. A garota, caçula de cinco filhos, foi sequestrada durante um feriado em família, inultimente sendo procurada pela polícia, cuja única prova que tem para comprovar a possível morte da pequena é um vestido que ela usava no dia do incidente encharcado de sangue e abandonado em uma cabana no alto de uma fria montanha.</p>
<p style="text-align:justify;">Mergulhado em profunda depressão, Mack é repentinamente surpreendido por um bilhete que chega em sua casa em um dia nevado, com duas coisas aparentemente absurdas: Primeiro, um chamado a ele voltar para a cabana aonde o vestido de sua filha foi encontrado, e, segundo, assinado por Papai, nome pelo qual sua mulher costuma chamar Deus em orações.</p>
<p><span id="more-94"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Sem nada a sentir a não ser uma torturante curiosidade, Mack decide ir ao lugar que mais temeu durante três anos em busca de aparentemente nada, a não ser a esperança de um acerto de contas com Deus, que aparentemente o abandonou, assim como sua filha.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>A Cabana</em>, em seu início, é simplesmente brilhante; onde a intrigante narrativa com características de romances policiais permeiam páginas que ainda prometem trazer mais. Do meio ao fim, é visível uma leve decadência no ramo da história, onde detalhismos um pouco menores não ficariam mal.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma escolha feliz do autor, porém, foi a louvável (sem trocadilhos) idéia de acrescentar elementos fantásticos ao passar suas idéias teológicas, como a personificação de Deus, Jesus e Espírito Santo, na pele de, respectivamente, uma mulher negra, um judeu de pele dourada e uma oriental de olhos verdes.</p>
<p style="text-align:justify;">E entende-se que o livro é conhecido pelos cristãos, e vendido justamente graças a estes: O Romance torna-se realmente emocionante em certas passagens, e até mesmo como um todo. O Leitor, a primeira aparição de Deus, sente o mesmo que o personagem: Espanto. Aqui, o autor torna-se célebre a mostrar a seus leitores o quanto têm suas imagens de Deus estereotipadas pela sociedade cristã atual. Mack, ao ver que nenhuma entidade da santíssima trindade é de raça branca, se sente, ao mesmo tempo  que fascinado, rejuvenescido e livre de uma venda que foi aparentemente posta nele pela sociedade em que vive.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>A Cabana</em> é um romance de impressões admiráveis, sendo muitas vezes chocante a quem realmente está cego pelas falas doutrinas. Repleto de reviravoltas e mistério, vale a pena pela força da história e personagens. Além de ser uma grande revelação entre <em>best-sellers</em>, cujas forças parecem estar presentes somente em gráficos de vendas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sociedadeink.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sociedadeink.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sociedadeink.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sociedadeink.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sociedadeink.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sociedadeink.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sociedadeink.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sociedadeink.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sociedadeink.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sociedadeink.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sociedadeink.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sociedadeink.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sociedadeink.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sociedadeink.wordpress.com/94/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociedadeink.wordpress.com&amp;blog=4629815&amp;post=94&amp;subd=sociedadeink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>I Take You Back.</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 23:27:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josh Orrico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Variados]]></category>

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		<description><![CDATA[Já faz quase seis meses desde que o blog da Sociedade Ink foi criado e até agora alcançamos o inacreditável número de nove posts, que vacilavam entre contos escolhidos por temas até crônicas e artigos perdíveis. Agora, tempos depois da estréia do blog, voltamos com uma nova tentativa de reanimá-lo, incluindo novidades, dessa vez não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociedadeink.wordpress.com&amp;blog=4629815&amp;post=92&amp;subd=sociedadeink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Já faz quase seis meses desde que o blog da Sociedade Ink foi criado e até <img class="alignright" src="http://api.corbis.com/wscorbisone/fulfillment/42-19915023.jpg?AUBLzopTQvZlvLk1Y6wxI9BX3GNJCx80I8b8F%2bGpg9chMAQ56Q2Gs9xm4gz9WxkK2T12%2fO2CTgNCSIl4hf6zHnKg6f3O8%2fSD5sgWhpw%2fSBWIZM7au4jlc8c1MTKHlJ0yjsFAwfznl8Z6XjVO%2bh5UJspvEvJBF1rVOMMn3phaguvd2%2bnB9I%2fmeRr6JfHKBQOk3cKPtU5Wt5PK7iGRsEw6IDcs0180vvTJ4aaxWzxJqsXJ%2f99vlihxV7tjucBHU8VQEXKQcP5M7fYMV%2f%2f60cnog92Bkc0aVz%2bljc0bux0voj9ubZP0dg7f7oDtBDzUfC95m6LYnyIJn1Fca5YUa6RUyaO4vwiM%2fnq5X2y%2fktLsfu3ZF4XA6dO4O0OLXIM%2bGZ86Hs%2fc3W5FXBoxcbwpCM1WusBUv1oq8IaWvMpCvw4qR4dibTSK05dktsAbeLR%2bETPaE2yE6Zgk%2baMlcMLhHJnkzV8VOEz44chme3aMC7xvc8sAyTevaKRr9RD4X38Ii3DK9cUmiHCs3sEWIQ440fWImz0Uk%2frZ%2fnz0Vafkr1D1PIxr7KovfIJrfwbBo%2f1EHOFX8YIW8ui3y44BsI%2bGo219pu8TwulYUoLqnLCsH%2fZrLZOLAKryH8Rx1OCS%2bNJx5ahDX5R1T9oWUj44pNxMBz4Gksk%2fWQ2KrEz1t%2foKqRGPIBh%2bMrzJ0nFkEeU43o0fCSJKns%2ffrmm15DdFNNGA7uJEgqNAr6cospK3X3l6JYIiIg5JB7gBsppJw3W4ZhnzHaYF%2f95URcT%2foKRYFOUYylWVxq7mBQtxjoOvuyjO%2fXDbOWRJs5jAprnF6s1fDxici6zgj8UtYW49OSamUm008xOPv0QRmcJAkyK6L4v0Vsi7VPI1cNdSKLScwWPLeTJ%2fyDVL" alt="" width="256" height="384" />agora alcançamos o inacreditável número de nove posts, que vacilavam entre contos escolhidos por temas até crônicas e artigos perdíveis.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora, tempos depois da estréia do blog, voltamos com uma nova tentativa de reanimá-lo, incluindo novidades, dessa vez não tão cínicas.</p>
<p style="text-align:justify;">Aqui você encontrará contos, crônicas, trechos de projetos de romances, resenhas, críticas literárias, notícias, artigos com conteúdo&#8230; Tudo escrito por nossos Inks.</p>
<p style="text-align:justify;">Espero que todos nós possamos aproveitar essa oportunidade e que dessa vez levemos esse projeto à frente. Agradeço desde já!! <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sociedadeink.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sociedadeink.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sociedadeink.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sociedadeink.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sociedadeink.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sociedadeink.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sociedadeink.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sociedadeink.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sociedadeink.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sociedadeink.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sociedadeink.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sociedadeink.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sociedadeink.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sociedadeink.wordpress.com/92/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociedadeink.wordpress.com&amp;blog=4629815&amp;post=92&amp;subd=sociedadeink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Fall in love.</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 00:56:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jefferson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Fall in love.   Quero morrer ao declinar do dia, em alto mar, quando vem vindo a treva. E a hora chegou! O sol se pôs no meio das águas calmas, estas ficaram vermelhas assim como o sangue em minhas mãos, a noite está vindo e o dia se acabando, e a minha vida? Minha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociedadeink.wordpress.com&amp;blog=4629815&amp;post=83&amp;subd=sociedadeink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="snap_preview">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:26pt;line-height:115%;font-family:Arial;">Fall in love.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:Arial;">Quero morrer ao declinar do dia, em alto mar, quando vem vindo a treva. E a hora chegou! O sol se pôs no meio das águas calmas, estas ficaram vermelhas assim como o sangue em minhas mãos, a noite está vindo e o dia se acabando, e a minha vida? Minha vida já acabou a muito tempo, quando eu a conheci… Ela era linda e com seu charme me seduziu, fiquei totalmente apaixonado por ela – este foi meu primeiro erro: apaixonar-me! – qualquer coisa que ela tivesse pedido teria feito, e com o maior prazer!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:Arial;">Mais então descobrir que ela não queria nada comigo, ela me usou… e depois me jogou fora, foi apenas um meio para ela chegar ao seu amado… “O príncipe”, “O Herdeiro do Reino”, “O Primogênito”, “O Mais Nobre dos Cavalheiros”, “O Meu Irmão Mais Velho”, quando soube eu não acreditei, não podia acreditar, eu não queira acreditar…</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:Arial;">Revolvi me afastar do Reino pensando que assim iria esquecê-la, passei quatro anos fora, sem nenhum contato direto com o Reino, ou minha família, andava sozinho pelas florestas como se fosse um “Zé-ninguém”, muitas vezes mendigando algo para comer. Mesmo passando por tudo que passei eu nunca consegui esquecê-la, toda noite na hora que fechava os olhos, vinha à imagem dela na minha mente, definitivamente eu não conseguia esquecê-la.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:Arial;">Depois dos quatro longos anos, foi encontrado por cavalheiros do meu Reino, eles me disseram que meu pai estava muito doente e que queria me ver pela ultima vez, a principio eu não quis voltar (ter que encarar-la de novo?) Eu não aquentaria e se ela tivesse casado com meu irmão, se eles já tivessem filhos, e se ela tivesse me esperando? O medo me consumia, não queria voltar… mas meu pai… apesar de tudo eu era seu filho não podia negar um pedido seu! Resolvi voltar apesar de tudo que sentia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:Arial;">Quando cheguei ao Reino foi informado, que meu pai já estava no leito de morte, subi direto ao quarto dele, quando abri a porta me veio à surpresa, no centro do quarto havia uma cama onde estava meu pai, ao seu lado direito minha mãe, ao seu lado esquerdo estava meu irmão e ela. Ela continuava linda, com seus cabelos loiros e olhos azuis turquesa, ao vê-la meu coração disparou, senti meu sangue correr mais rápido, um sentimento de amor misturado com ódio me invadiu ao vê-la com ele meu próprio irmão, fiquei paralisado, as pessoas falavam comigo eu conseguia ouvi-las, não conseguia tira meus olhos dela, me aproximei da cama de meu pai me sentei ao lado da minha mãe, mais com meus olhos nela, só despertei desse encanto quando meu pai falou comigo, ele me disse para cuidar de minha mãe, e que ele me amava, apertei a mão de minha mãe vi uma lagrima sair dos olhos dela, e logo uma saiu dos meus também, meu pai voltou-se a meu irmão disse para ele reinar com sabedoria e justiça, então aquele ódio voltou como governaria com justiça sendo que ele se casara com a mulher que eu, seu próprio irmão amava? Então meu pai colocou a sua espada no peito fechou seus olhos e soltou seu ultimo suspiro…</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:Arial;">Soltei a mão da minha mãe e sai do quarto, o ódio que estava do meu irmão me consumiu por dentro, foi neste instante que perdi a consciência dos meus atos… foi então que ela veio falar comigo, venho me disser que sentia muito, que ela não queria ter me ferido, me disse que gostava de mim no início, mas então meu irmão a fez apaixonar por ele, fiquei paralisado, fora ele que tirou ela de mim, meu irmão, ela pedia para eu ficar, que minha mãe precisava de mim… eu não escutava mais o que ela falava, eu queria vingança, ele a tirará de mim… parti correndo a procura dele, o encontrei na sala de tesouros, ele estava abatido, ele me disse um “oi” e abriu os braços para me abraçar eu recuei, peguei uma espada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:Arial;">- Você me traiu me tirou aquilo que me era mais importante! – ele pareceu não entender.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:Arial;">Antes mesmo dele tentar se explicar eu o atingi no peito com a espada, ele soltou um grito abafado de terror e dor, caiu no chão, estava feito minha vingança… foi então que me tomei conta do que acabará de fazer, sai correndo para fora da sala com muito medo e terror, quando atravessava o corredor correndo eu a vi lá estava ela, vinha eu minha direção chorando e gritando o meu nome, e me chamando de assassino, virei no corredor e ela me seguia, eu ainda com a espada na mão e agora com uma dor no coração… segui para fora do castelo lá havia o oceano… peguei um barco e comecei a remar, agora já estava longe do castelo e o sol estava se pondo e as trevas chegando…</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:Arial;">Estou eu aqui e logo toda a guarda real virá atrás de mim, e melhor eu fazer isso logo, será melhor assim, peguei a espada ainda suja de sangue de meu irmão e a enfiei no meu peito, naquele instante eu soube que nem meu irmão tinha me traído nem ela tinha me usado, aquilo tinha sido apenas o meu destino, alguém precisava fazer aquilo, para o bem maior, ninguém entenderá no momento, mas um dia… entenderão… quando o herdeiro retomar ao torno…</span></p>
</div>
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		<title>Sonho.</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 22:43:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josh Orrico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Variados]]></category>
		<category><![CDATA[Fraternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Labirinto]]></category>
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		<category><![CDATA[Tensão.]]></category>

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		<description><![CDATA[“Todas as noites eu tenho o mesmo sonho. “Estou deitado de lado em o que parece ser uma rua asfaltada e úmida. A minha visão distorcida do sonho me impede de ver mais que a silhueta encurvada daquele homem que se aproxima de mim em passos arrastados e lentos. Ao agachar ao meu lado, sinto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociedadeink.wordpress.com&amp;blog=4629815&amp;post=75&amp;subd=sociedadeink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:10pt;">“Todas as noites eu tenho o mesmo sonho. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">“Estou deitado de lado em o que parece ser uma rua asfaltada e úmida. A minha visão distorcida do sonho me impede de ver mais que a silhueta encurvada daquele homem que se aproxima de mim em passos arrastados e lentos. Ao agachar ao meu lado, sinto o calor de sua voz quando seus lábios encostam o meu ouvido e sussurram, em uma voz assustada: ‘Corra o mais rápido que puder.’</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">“É como que involuntário. Sem pensar, tiro forças do meu íntimo pra me levantar de uma vez e sair correndo em disparada. Sinto que nem mesmo o ser mais rápido do universo poderia me alcançar enquanto eu corria naquela velocidade. Não sei por que estou correndo, nem do que estou correndo. Mas eu sei, tenho certeza, de que há algo ou alguém atrás de mim. Ouço os passos de pés que correm em uma rapidez assustadora atrás de mim. Apesar de minha velocidade sobre-humana, ouço os passos da criatura chegando mais perto de mim a cada segundo. Ela é mais rápida, e o barulho das pisadas no asfalto me levam a conclusão de que é algo grande e pesado, e que anda sobre patas, não sobre pés. E em poucos instantes serei pego por qualquer que seja o ser que me persegue. Não tenho a ousadia de olhar pra trás, apenas corro. O mais rápido que aquela velocidade sobrenatural permitia, pois tudo no mundo tem limites, até mesmo nos sonhos.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">“Não vejo nada no fim da rua a não ser uma larga parede de tijolos que se alonga tanto pros lados, e pra cima, até onde o sonho me permite ver. O Pânico floresce a pele. Sinto agora o calor do ser que corre atrás de mim. Meu coração parece que vai explodir a cada passo que a pesada criatura dá a poucos centímetros de mim. É quando, de repente, em um mergulho no terror, olho pra trás, mas só tenho tempo de ver uma enorme pata exageradamente peluda, maior que minha cabeça, vindo em minha direção com um golpe certeiro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">“Então eu acordo, ofegante. Banhado em suor.”</span></p>
<p><span id="more-75"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Contei tudo aquilo para Julian de uma só vez, assustado. O impacto do sonho daquela noite ainda ecoava em minha cabeça, por isso só parei a narração quando vi que meu irmão, ouvindo com atenção a toda a história, balançou a cabeça, como que incrédulo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">- Tem sido assim há duas semanas – eu continuei – duas semanas com medo de deitar a cabeça no travesseiro, pensando que será mais uma noite fatigante. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">- Engraçado, o sono era pra ser o momento onde a pessoa descansasse dos momentos do dia. – disse ele, coçando o queixo grisalho, ainda refletindo – No seu caso, parece ser o contrário.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">- Você acha mesmo que eu não sei disso? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">- Desculpe.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Eu sabia muito bem que seria bastante difícil alguém comum tratar de meu problema, na situação em que este se encontrava. Porém, o simples fato de confessar algo muito íntimo a meu irmão me fazia sentir mais seguro, ainda que a angustia dos pesadelos me seguissem a todo o tempo, sendo de noite ou de dia. Ele me ouvia com atenção, cuidando de tomar nota das coisas importantes em seus pensamentos, o que fazia minha admiração por ele crescer cada vez mais.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Era ele pouco mais velho que eu, tenho ele naquela época 17 anos, e eu, apenas 15. Estava prestes a sair de casa e enfrentar o mundo lá fora indo para a universidade. E eu, tão ligado ao meu doce irmão, assustado com o pensamento de ter de me separar dele durante meses intermináveis, cuidava de ficar horas a fio junto a ele, aproveitando cada momento ao lado do meu homem, já me preparando para a enorme onda de saudade que me afogaria e me levaria até as imensidões do mar profundo de solidão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Não tinha muitos amigos. Julian era meu único companheiro, e o melhor de todos. Era a ele pra quem eu contava todas as desventuras e decepções dessa minha vida decadente e solitária. Era ele meu único parceiro verdadeiro na vida: compartilhava as dores minhas, e se alegrava nos raros momentos em que me via dar um sorriso de satisfação. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">E é aqui onde voltamos à mesa do café-da-manhã, onde contava angustiado minha jornada noturna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">- Não consigo mais me concentra em nada. Tudo me leva a pensar naquele maldito sonho. – eu disse, subitamente irritado com o silêncio constante de Julian, que se preocupava em bebericar a xícara de café, enquanto continuava refletindo sobre meu problema.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">- Conte a papai e mamãe.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">- Não. – eu respondi rapidamente. Eles não entenderiam. Não adianta o quanto eu falasse, eles jamais entenderiam os meus sofrimentos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Ele repousou a xícara de café em cima da mesa, coçou o queixo mais uma vez. Uma pessoa normal acharia que a coceira no queixo era resultado do pensamento, mas eu sabia muito nem que era mais por causa dos pêlos rebeldes que cresciam na ponta da face de meu irmão, e que o incomodavam deveras. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Ele então se levantou e saiu da cozinha, em passos rápidos. Voltou cinco minutos depois trazendo aquele que de todos os livros possíveis a trazer era o menos esperado por mim: A Bíblia. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Sentando-se ao meu lado. Abriu o enorme livro negro e começou a folhear as páginas até chegar ao texto desejado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">- Edison – disse ele a mim, com os olhos nas páginas se revirando –, qual foi a última vez em que ao menos passou o olho em um versículo bíblico? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">- Como assim? Acha que o que estou passando é espiritual?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">- Você mesmo disse que não pode ser natural. – respondeu ele, me fitando com seus enormes olhos verdes por cima dos óculos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Não esperei Julian achar a passagem que procurava. Estava atrasado para a escola, e depois de me despedir de meus pais com certa crueza, sai de casa deixando meu irmão lendo as escrituras atentamente. Pareceu-me grosseiro isso. Éramos uma família cristã. Mas tinha a impressão de que o que Julian estava lendo era única e exclusivamente para ajudá-lo no estudo de meus sonhos. Mais tarde fiquei sabendo que ele não havia ido trabalhar naquele dia, justamente por que ficou em casa estudando sobre o problema que foi contado a ele naquela manhã, o que me fez ter vontade de abraçá-lo e ficar ali, agarrado a ele durante um bom tempo, até que minhas articulações começassem a doer. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Sim, eu era uma criança. Apesar de meus quinze anos muito bem vividos, os problemas que o mundo jogava sobre meus ombros me faziam voltar às minhas origens, me forçando a ser romântico até mesmo com quem não tinha afinidade. A minha frieza era característica, e muitos me reconheciam por isso, mas todo o amor que eu sentia por dentro ás vezes ficava tão cheio de só ficar ali dentro que eu soltava tudo pra fora, jogando em cima dos que estavam ao meu redor, um alívio de mostrar pra todos o que eu sentia por dentro, e que era ofuscado pela minha constante arrogância, causada pela solidão. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">No caminho para a escola, ainda desnorteado pelo sonho daquela noite, suava e ofegava, apesar do frio cortante que fazia. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Me sentia perturbado, e constantemente olhava para os lados, com a sensação de ser perseguido por olhos invisíveis. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Foi quando, sem avisar, veio uma escuridão tão avassaladora que meus olhos doeram por um instante. Não conseguia enxergar nem um palmo a minha frente, o pânico que já florescia em mim antes do incidente se expandiu por todo o meu corpo, me fazendo vacilar sobre minhas pernas, e acabei caindo. Tentei me levantar. Inclinado sobre meus joelhos, tateei o ar em busca de algo concreto pra me segurar, mas nada senti a não ser o infinito da escuridão. Com medo de esbarrar fatalmente em alguma coisa dura, fiquei parado no lugar em que estava, lágrimas de medo brotaram dos meus olhos e eu não tinha a menor noção do que estava fazendo lá. Por que tudo aquilo estava acontecendo justamente comigo? O que eu fiz? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Lembrei-me da pergunta que Julian tinha me feito naquela manhã sobre a leitura bíblica de que tinha esquecido totalmente, tal era a minha preocupação quanto aos meus pesadelos. Pensando melhor, conclui que aquilo tudo não podia ser real, era tudo psicológico, eu estava bem, não havia nada de errado comigo, era mais um pesadelo, fruto dos que eu estava tendo. Simplesmente não era possível. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">- É Real. – ouvi dizer uma voz imponente, em algum lugar no breu. O efeito de uma voz daquela no meio de tal silêncio foi aterrorizante. Todos os meus membros começaram a tremer, e senti que iria cair mais uma vez.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">O Medo de ser agarrado por qualquer que fosse a criatura que estava ali comigo me fez dar alguns passos para a frente. Ou talvez fosse para trás, ou para a direita, ou para a esquerda. Meu senso de direção não existia mais. Comecei a suspeitar que estivesse louco, e o pânico tomou conta da minha alma, me trancando no fundo de uma jaula escura, e deixando agir por si próprio. Fechei os olhos, apesar de não fazer diferença naquele lugar. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Abrindo os olhos novamente, dei de cara com uma nova escuridão. Não era total, e pude ver o ambiente onde me encontrava: era um local úmido, frio, consegui perceber um enorme cubo ao meu redor, feito de uma parede de pedra, onde cresciam plantas trepadeiras, sinal de que o local não era muito novo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Conforme a luz ia se expandindo, pude ver que não se tratava necessariamente de um cubo com paredes de pedra, nem que as paredes não eram realmente paredes, e sim casas e prédios antigos. Olhei para cima e vi um céu noturno, nublado, sem lua. Olhei para baixo estremeci quando vi uma rua de asfalto úmido debaixo de meus pés: estava de volta ao lugar do meu sonho. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Dessa vez, não encontrei o homem que me recomendou a correr. Olhei para trás e vi uma silhueta de uma certa criatura que tinha mais ou menos o dobro do meu tamanho. Por causa da escuridão, não pude distinguir o que era, mas reconheci imediatamente, devido ao barulho das patas que se aproximavam lentamente de mim: era o ser que me perseguia nos sonhos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Dei um passo pra trás, pronto pra correr, mas não antes de poder ver claramente do que se tratava a criatura. Ao se aproximar lentamente, senti sua respiração selvagem, consegui distinguir certos pêlos pardos dentre toda aquela massa escura que se movia em minha direção. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Não consegui mais esperar pra ver, o medo me fez disparar para longe da criatura, andando por dentro daquela estreita rua, e ao lembrar do sonho, estremeci mais uma vez, enquanto corria: sabia que a rua tinha fim, e que mais cedo ou mais tarde (dependendo da rapidez com que eu corria, claro), chegaria ao fim da linha. E o que era pior: Não era um sonho – ou pelo menos eu sentia que não era – e eu não podia fugir dele. A angústia me dominou, e eu fui tomado de uma tensão tão violenta que me pus a correr o mais rápido que meus membros me permitissem, até chegar ao devido muro que terminava a rua. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Foi quando, que, em um súbito de pânico, olhei para os lados, em busca de uma outra saída, até que eu vi um pequeno beco escuro, espremido entre dois prédios em decadência. Sem pensar, me enfiei dentro da passagem, que estava em uma escuridão total. Andei rapidamente até as profundezas do beco, e, sem ver nada, bati com enorme força em algo concreto, produzindo uma enorme dor em meu rosto, que sabia que sangrava. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Voltei pelo mesmo beco, rápido, para não dar de cara com a criatura quando voltasse para o fim da misteriosa rua. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Enxerguei a vaga luz no fim do beco, e corri pra lá, veloz. Ao chegar, me dei com uma grande surpresa ao ver que não me encontrava mais no mesmo lugar onde estava quando entrei no beco, mas em um outro beco, mas iluminado, cercado por duas paredes de pedra, parecidas com as que vi quando “cheguei” à rua do sonho. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Eu chegara ao labirinto. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Sem entender absolutamente nada, e cada vez mais nervoso com o meu destino, sai a procurar a saída daquele local, que começava a me parecer hostil. Olhei para cima e vi a mesma noite nublada de quando estava na rua dos meus pesadelos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Corri por todos os lados que achava que eram seguros, entrando e saindo de passagens que me pareciam não ter fins, sempre entrando em qualquer entrada que aparecia de repente, aumentado meu risco de nunca mais sair dali.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Eu ouvi o barulho da fera que se aproximava de mim nos sonhos, a mesma criatura de pêlos pardos que eu encontrara na rua, antes de me achar naquele psicológico labirinto, que corroia a minha alma, me fazendo perder todo o juízo que ainda me restava. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Corri o mais rápido que pude, tomando cuidado de entrar nas passagens certas. O barulho da criatura correndo se aproximava de onde estava, mesmo eu estando correndo constantemente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Cheguei então a uma longa passagem, cujo o fim não me era visível. Corri com a esperança de sair dali ao chegar ao fim, se existia um fim. No meio da passagem, fui brutalmente surpreendido quando uma parte da parede à minha direita explodiu do nada, próximo a mim. Fiquei atordoado durante algum tempo, de cabeça baixa, até que levantei os olhos e percebi tudo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">A criatura de quem eu fugia havia atravessado a parede de pedra do labirinto e agora estava ali, diante de mim, e eu pude ver toda a sua monstruosa aparência, cuja a imagem ainda permeia os meus pesadelos de hoje. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">A imagem de um lobisomem sempre habita meus pensamentos quando penso naquela enorme criatura que entrou em meu caminho no labirinto. O ser peludo se apoiou nas pesadas patas frontais e soltou algo parecido como um rugido para mim, o que me fez ficar arrepiado até os cabelos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">“Eu vou morrer” foi o que pensei. Me lembrei de meu irmão, de meus pais, dos poucos amigos que tinha além dele, dos meus planos pro futuro, dos meus sonhos, minhas ambições&#8230; Sempre tive dúvidas se conseguiria realizar pelo menos metade de todos meus desejos. Ali eu tinha certeza que não, eu realmente iria morrer. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Eu não podia aceitar. Eu tinha uma vida inteira esperando por mim fora daquele labirinto, e não podia acabar tudo daquele jeito. Eu não podia aceitar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Então o monstro veio para cima de mim, seu hálito fortíssimo chegou a mim segundos antes deu criar forças para falar em voz alta:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">- É tudo um sonho. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">O bizarro animal pareceu passar por mim, como se eu fosse fumaça. E na verdade eu era. Quando olhei para meus pés e mãos vi que eles se desfaleciam no ar, assim como a minha cabeça e todo o resto do meu corpo. Eu fechei os olhos. Sentia que precisava fechá-los. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Senti como que todo o meu ser se desfalecesse na atmosfera. Eu subi até as nuvens daquela noite sombria em forma de fumaça, e me juntei às nuvens, senti todo o frio da noite em todo o meu corpo desfalecido. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Abri os olhos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Era de dia, e estava em o que parecia ser uma maca de uma ambulância. Pessoas que me viram desmaiado no caminho para a escola me acudiram e chamaram socorro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">- Ele acordou. – ouvi dizerem. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Senti um empurrão do lado esquerdo da maca. Vi meu irmão aparecendo do meu lado, sorrindo, incandescente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">- Eu sabia que iria dar certo. Eu sabia. – ele disse apenas, antes de envolver seus braços ao redor de minha cabeça e me abraçar fortemente, em amor fraternal. </span></p>
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			<media:title type="html">Josh Orrico</media:title>
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		<title>Gerard</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 00:01:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josh Orrico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[halloween]]></category>

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		<description><![CDATA[Era um dia frio e úmido. Coisa pouco usual para aquela região rural do oeste do Texas, acostumada com o sol constante e a secura do ar, onde as poucas chuvas que ocorriam no ano se faziam intrusas. Lá, na casa de uma fazenda brilhante com variadas espécies de árvores típicas da região, um garoto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociedadeink.wordpress.com&amp;blog=4629815&amp;post=68&amp;subd=sociedadeink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Era um dia frio e úmido. Coisa pouco usual para aquela região rural do oeste do Texas, acostumada com o sol constante e a secura do ar, onde as poucas chuvas que ocorriam no ano se faziam intrusas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Lá, na casa de uma fazenda brilhante com variadas espécies de árvores típicas da região, um garoto de dez anos olhava pela janela de seu quarto com os cotovelos apoiados no parapeito, de joelhos na cama. O menino, chamado Gerard (nome irlandês pouco comum naquela região dos Estados Unidos) adorava olhar para as estrelas no céu e imaginar que Deus olhava para ele de lá de cima, antes de ir dormir. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Não media o tempo de ficar ali. Ás vezes passava a noite inteira acordado, com os olhos grudados nos reluzentes pontos naquele extenso lençol azul-escuro que dominava sobre os campos verdes e secos do estado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Quando suas pálpebras começaram a pesar sobre as órbitas dos olhos, o garoto deu um último bocejo e caiu sobre a cama, dormindo profundamente, não antes de dar graças a Deus por ter o deixado viver mais um dia. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Na manhã seguinte, o dia começou mais quente do que o normal, mais ainda com o pouco de umidade da noite anterior.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Gerard foi para a escola, e, como era sexta-feira, pôde sair mais cedo (exatamente às 13h00). Nessas ocasiões, gostava de passear pelos verdes bosques próximos à sua escola, antes de voltar pra casa. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Naquele dia, depois de ter andado muitos metros pelos bosques decidiu deitar e descansar sobre uma relva verde e macia debaixo da sombra de uma enorme árvore da qual não sabia distinguir o tipo; apesar de ser excepcional nas aulas de Ciências. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Em poucos segundos, adormeceu. A brisa leve que ventilava sobre o corpo do inocente menino ali, naquele lugar deserto, de repente cessou. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Dois homens trajando vestes longas e negras se aproximaram do local onde se encontrava Gerard. Os dois pareciam estar entretidos em uma conversa, e, ao perceberem o garot</span><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">o deitado sobre a relva, pararam a caminhada e a conversa e se puseram a observar o corpo da criança.<span> </span></span></p>
<p><span id="more-68"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- Ele não devia estar aqui. – disse um deles, quebrando o silêncio. – Vai acabar nos atrapalhando. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- E o que fazemos, então? – perguntou o segundo. – Acordamo-lo e pedimos que deixe este lugar pois ele vai ser usado pra uma exposição de&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- O que você tem, não fale tão alto! – explodiu o outro, aos sussurros. – Quer que os outros nos descubram? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- O que há de errado? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- Se algum dos habitantes dessas bandas ouvir pelo menos alguma palavra do que estamos falando isso pode ser fatal pra todos nós. Esse o motivo de não acordamos o garoto, nem de levarmos ele de volta pra seu lar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- E por que não?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- Quem nos garante que ele não ouviu algo do que dissemos aqui?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- Então o que faremos com ele? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- O jeito é ficarmos com ele. Escondemos ele em algum lugar e depois da exposição de hoje vejamos o que fazemos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Os dois se curvaram para tomar o corpo do menino nos bruços, mas um deles interrompeu:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- Espere. Ele está dormindo, mas quem nos garante que ele não acordará daqui a um tempo?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- Talvez seja melhor dar algo pra ele continuar dormindo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Assim fizeram. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Gerard acordou sentindo cheiro de fumaça. Quando seus olhos abriram e viu o breu da escuridão em sua volta, a primeira sensação foi de pânico. Quanto tempo dormira? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Deu uma olhada no lugar onde estava e chegou à conclusão de que não era o mesmo de onde estava quando deitou na relva para descansar, o que só o fez ficar mais preocupado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Seus pais deviam estar preocupados, e nada mais ansiava o menino do que o pensamento de seus pais estarem preocupados. Ele já havia experimentado a sensação antes e podia provar que não era nada agradável.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Imediatamente se levantou e pôs a mão na barriga, após sentir a vibração e o ruído no estômago típicos da aproximação da fome. Mas o medo era maior que o desconforto do estômago vazio, e pôs-se a achar uma saída para aquele lugar do bosque, que era completamente desconhecido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Após andar alguns metros, sentiu as pernas arderem. Achou estranho, pois não havia andado o suficiente pra se cansar. Arregaçou a calça pra cima pra olhar melhor e viu que tinha inúmeros cortes na perna esquerda, que sagravam e doíam intensamente. O primeiro pensamento que passou por sua cabeça foi sentar e chorar pela dor. Mas só de vislumbrar os pais chorando de preocupação com viaturas de polícia a frente de sua casa na fazenda de seu pai ele já se reanimou pra continuar a caminhada. Teria que seguir em frente e aturar de qualquer forma as dores dos arranhões na perna, se quisesse ver ainda naquele dia o rosto dos pais. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Lembrou-se que quando olhava para as estrelas no céu se sentia melhor ao saber que Deus estava lá. Assim o fez, mas quando levantou a cabeça pra cima somente o que viu foram as copas das imensas árvores do bosque, que censuravam a visão de Gerard.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Agora, além de assustado, preocupado, faminto, cansado e ferido, estava triste e solitário. Se pudesse ao menos olhar para o céu, mesmo se não visse nenhuma estrela sequer, já seria reconfortante saber que Deus estava olhando pra ele. Mas ali, naquela mata, como Ele podia olhá-lo com as copas das árvores impedindo o contato visual?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">E, desse jeito, saiu andando lentamente, no meio do escuro, enquanto a noite ia se tornando cada vez mais profunda ao seu redor, e o medo e a solidão o dominavam cada vez mais forte. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Mal deu conta do tempo, andou durante minutos que pareciam intermináveis. Havia perdido os materiais da escola, enquanto dormia na relva, não tinha nada que pudesse ajudá-lo. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Depois de certo tempo, estava certo de que havia andado durante mais de uma hora. Não conseguia mais se sustentar sobre as pernas, e a única conclusão que tirou foi que estava completamente perdido. O cansaço desceu sobre ele com uma força sobre humana, fazendo-o cair de costas sobre o chão úmido e frio daquele lugar que nunca tinha conhecido na vida. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Tentou achar forças pra se arrastar até uma árvore oca, com o intuito de sentar lá e recuperar as forças. Conseguiu, depois de muito esforço, e tentou se acomodar na parede interna da madeira da árvore. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">De tão cansado, pensou em cochilar um momento, mas ao ouvir estranhos sons ao redor decidiu ficar alerta, ali, na parte oca e escura da árvore. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">O medo, é claro, não tardou a dominar completamente todo o corpo do menino. Gerard não conseguia descansar, pois sempre tinha a impressão de que algo se aproximava e de sombras a sua frente. Isto é, enquanto tudo o que via eram apenas impressões. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Começou a ver estranhas silhuetas aparecerem dentre os arbustos e as moitas escondidas na escuridão, enquanto seus batimentos cardíacos chegavam a disparar dentro de seu peito. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Não demorou a ver dedos surgindo pela borda do oco da árvore, onde estava. Começou a suar descontroladamente, mordeu os lábios e teve vontade de gritar, mas guardou a língua, por causa do medo, que habitava nele naquele momento. Lágrimas de terror escorriam pela pele suja de seu rosto naquele momento, enquanto os dedos se arrastavam pra dentro do esconderijo de Gerard. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Todos os músculos de seu corpo paralisaram sem poder mexer mais nada, exceto os lábios, que usou para pronunciar as últimas palavras que queria dizer, antes de uma possível morte:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">“Meu Deus&#8230;”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Gerard fechou os olhos e se curvou em posição fetal, até que sentiu um forte vento que o puxou pra fora da fenda na árvore, logo depois, viu um clarão tão forte que teve que virar os olhos pra não ficar cego. Nisso, viu os mesmos dedos que o ameaçavam se espreitarem floresta adentro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Então, sem saber como ou quando, se viu diante de sua casa, onde viu inúmeros carros de polícia em sua frente. Imediatamente, acumulou toda a força que lhe sobrara para correr até os braços da mãe, que o agarrou nos braços e não largou até o menino estar na cama, dormindo. Mas não antes de ter agradecido a Deus, por ter deixado-o viver mais um dia.</span></p>
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		<title>A Política do Boca-Suja</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 20:45:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josh Orrico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Variados]]></category>
		<category><![CDATA[desenhos animados]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Bay]]></category>
		<category><![CDATA[palavrão]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Terça-Feira, 9 de Setembro. A poucos metros de minha casa houve um comício da candita à prefeita de Valparaíso de Goiás, Leda Borges. A professora já tinha se candidatado na última eleição, mas perdeu para o atual prefeito, José Valdécio, que também está se candidatando à reeleição este ano. Como minha residência fica há apenas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociedadeink.wordpress.com&amp;blog=4629815&amp;post=42&amp;subd=sociedadeink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://sociedadeink.files.wordpress.com/2008/09/parrot0704_468x3111.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-44" title="parrot0704_468x3111" src="http://sociedadeink.files.wordpress.com/2008/09/parrot0704_468x3111.jpg?w=510" alt=""   /></a>Terça-Feira, 9 de Setembro. A poucos metros de minha casa houve um comício da candita à prefeita de Valparaíso de Goiás, Leda Borges. A professora já tinha se candidatado na última eleição, mas perdeu para o atual prefeito, José Valdécio, que também está se candidatando à reeleição este ano.</p>
<p style="text-align:justify;">Como minha residência fica há apenas alguns muitos metros de onde aconteceu o comício, pude ouvir alguns trechos da pregação de Leda Borges. Em um momento do discurso, a candidata disse: &#8220;É hora de mudar! De mudar nossa visão do futuro limitada por essa p*&amp;#% de governo atual! Temos que preencher o vazio deixado pelos antecedentes da prefeitura e recomeçar do zero, pra fazer dessa a cidade que vai revolucionar esse entorno do c#@!&amp;*£!!!&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span id="more-42"></span></p>
<p style="text-align:justify;">É claro que seu adversário, o atual prefeito José Valdécio, ficou sabendo da empolgação de Leda Borges durante seu comício e levantou uma campanha contra ela, levando em consideração seu estranho palavreado durante seu discurso. E está com razão. A própria constituição alega que candidatos tem que ter cuidado com o palavreado usado em discursos e propagandas.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas não é sobre isso que eu vou falar. É sobre exatamente os motivos que levaram Leda Borges a revelar palavras de tão baixo-nível em seu discurso. Talvez seja por pura exaltação, de ódio ao atual governo da cidade, ou então foi realmente de propósito, talvez para ganhar alguns eleitores mais &#8220;neoliberais&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Algo que venho concluindo é que os palavrões na atual sociedade e também na mídia estão cada vez mais presentes, chegando a fazer parte do vocabulário de alguns cidadãos que não conseguem citar uma oração que não traga uma palavra chula consigo. O mais interessante é que nas mídias isso está cada vez mais comum, sem nenhum meio de censura ou algo do tipo. Novelas, Filmes, Progamas de Auditório, Quadrinhos, discursos (como foi o caso de nossa amiga Leda Borges) e por aí vai. Notei isso principalmente quando percebi o uso exaustivo de palavrões no roteiro do filme <em>de </em>ficção científica <em>Transformers</em>, de Michael Bay. Detalhe: o filme foi baseado em um desenho animado e por isso levou milhares de crianças aos cinemas, para encherem os ouvidos com a linguagem extremamente depreciativa que o filme trazia.</p>
<p style="text-align:justify;">Até mesmo na literatura (com maior facilidade), encontramos palavrões à vontade sem nenhum receio ou censura a respeito. Alguns autores tem isso como marca registrada, ou usam a linguagem com bastante frequência em suas obras. Exemplo de alguns britânicos que usam esse tipo de palavreado são Oscar Wilde, Douglas Adams, Charles Dickens, Neil Gaiman, George Orwell, Keri Strundall, Alice Balaestier, etc. No Brasil, isso é mais comum do que parece. Uma de minhas escritoras favoritas, e também uma de minhas influências, Valéria Piassa Polizzi usa e abusa dos palavrões em seu livro mais conhecido, <em>Depois Daquela Viagem</em>. E não é só ela: Érico Veríssimo, Ana Maria Machado, Aluísio de Azevedo, Marcelo Paiva, Jorge Amado e até mesmo Machado de Assis abusada do palavrado chulo em suas obras mais marcantes, como <em>Quincas Borbas </em>e <em>Esaú e Jacó</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Estamos em uma sociedade cada vez mais depravada, e isso nós vemos nitidamente por aí afora, até mesmo em anúncios de propaganda, em outdoors, e outros meios.</p>
<p style="text-align:justify;">E o que diz o governo a respeito disso? Nada, afinal, A Vida Imita a Arte, e é isso que a Arte faz, ou melhor, fala.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/sociedadeink.wordpress.com/42/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/sociedadeink.wordpress.com/42/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sociedadeink.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sociedadeink.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sociedadeink.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sociedadeink.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sociedadeink.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sociedadeink.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sociedadeink.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sociedadeink.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sociedadeink.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sociedadeink.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sociedadeink.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sociedadeink.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sociedadeink.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sociedadeink.wordpress.com/42/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociedadeink.wordpress.com&amp;blog=4629815&amp;post=42&amp;subd=sociedadeink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Una Passione</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 12:50:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amandio Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Variados]]></category>
		<category><![CDATA[una passione bodega livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Você se lembra de um jogo chamado Una Passione? Tinha como idéia apresentar um novo carro que seria lançado pela Fiat. Basicamente você tinha de ajudar dois irmãos a encontrar partes de uma antiga escultura de família, claro que com diversos mistérios e sacadas inteligentes. Costumava passar um bom tempo na frente do PC, mesmo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociedadeink.wordpress.com&amp;blog=4629815&amp;post=30&amp;subd=sociedadeink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Você se lembra de um jogo chamado Una Passione? Tinha como idéia apresentar um novo carro que seria lançado pela Fiat. Basicamente você tinha de ajudar dois irmãos a encontrar partes de uma antiga escultura de família, claro que com diversos mistérios e sacadas inteligentes. Costumava passar um bom tempo na frente do PC, mesmo pq usava 56k (discada), rsrsrs&#8230; Fato é que você não resolvia tudo sozinho, pois vários personagens apareciam no decorrer da busca, e um em especial me chamou atenção: Professor Bodega. Era um velho particularmente interessante, adorava um bom vinho e tinha um caso com sua secretária (se não me engano, ele nunca deixou explícito), além disso amava livros, sendo até meio ranzinza por saber que a maioria das pessoas não. Me lembro que em um dos seus devaneios, ele soltou: &#8220;No mundo há dois tipos de idiotas: Os que emprestam seus livros e aqueles que devolvem os livros emprestados&#8221;. Confesso que acho a mesma coisa.</p>
<p style="text-align:left;">Ps. Gostaria de conhecer a pessoa que deu vida àquele personagem&#8230;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/sociedadeink.wordpress.com/30/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/sociedadeink.wordpress.com/30/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sociedadeink.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sociedadeink.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sociedadeink.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sociedadeink.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sociedadeink.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sociedadeink.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sociedadeink.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sociedadeink.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sociedadeink.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sociedadeink.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sociedadeink.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sociedadeink.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sociedadeink.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sociedadeink.wordpress.com/30/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociedadeink.wordpress.com&amp;blog=4629815&amp;post=30&amp;subd=sociedadeink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Amandio Silva</media:title>
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		<title>Vida de Cachorro</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 00:06:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[cã]]></category>
		<category><![CDATA[cão]]></category>
		<category><![CDATA[humanos]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Um belo dia eu estava sem nada para fazer e fui incomodar minha cã (neologism detected) e pensei: Desde quando a vida de cachorro é ruim? Reflitam e vejam se eu estou errado: CÃES: Não precisam trabalhar, apenas procurar comida e água. HUMANOS: Além de trabalhar para comer, têm que comprar roupas, pagar água, luz, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociedadeink.wordpress.com&amp;blog=4629815&amp;post=16&amp;subd=sociedadeink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://sociedadeink.files.wordpress.com/2008/09/cao_policial.jpg?w=221&#038;h=275" alt="Cão policial" width="221" height="275" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:arial;">Um belo dia eu estava sem nada para fazer e fui incomodar minha cã (neologism detected) e pensei: Desde quando a vida de cachorro é ruim? Reflitam e vejam se eu estou errado:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>CÃES:</strong> Não precisam trabalhar, apenas procurar comida e água.<br />
<strong>HUMANOS:</strong> Além de trabalhar para comer, têm que comprar roupas, pagar água, luz, roupas, telefone, internet, roupas, móveis, roupas&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>CÃES:</strong> Podem urinar e defecar onde quiserem, sem culpa ou constrangimento (por parte deles)<br />
<strong>HUMANOS:</strong> Têm lugares específicos para fazer as necessidades e fazê-las fora desses lugares é uma vergonha.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-16"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>CÃES:</strong> Nem sabem que vão morrer.<br />
<strong>HUMANOS:</strong> Além de saberem, temem a morte e precisam procurar centenas de explicações para o que há depois da morte, quem criou o mundo, etc&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>CÃES:</strong> Para (&#8230;) com a fêmea, basta chegar nelas e (&#8230;)<br />
<strong>HUMANOS:</strong> Para (&#8230;) com a fêmea, precisa conquistar, mandar flores, beijar, idolatrar, pagar as contas do shopping&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>CÃES:</strong> Geralmente o pai não participa do crescimento do filho.<br />
<strong>HUMANOS:</strong> Se o pai não acompanha o filho, deve pagar a pensão.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>CAÕS:</strong> Naõ presizãu izcreve corrretam~eti<br />
<strong>UMÃNUS:</strong> Teim ci izcreve tudu muintu sertinu prá noã çe umiliadu</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>CÃES:</strong> Nem sabem o que é reputação.<br />
<strong>HUMANOS:</strong> Ainda têm que se preocupar com isso.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>CÃES:</strong> Não sabem ler.<br />
<strong>HUMANOS:</strong> Se não sabem ler, são desvalorizados, e se sabem, ficam lendo bobagem na internet. Como esta.</p>
<p style="text-align:justify;">Ai, que inveja da minha cã&#8230;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/sociedadeink.wordpress.com/16/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/sociedadeink.wordpress.com/16/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sociedadeink.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sociedadeink.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sociedadeink.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sociedadeink.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sociedadeink.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sociedadeink.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sociedadeink.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sociedadeink.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sociedadeink.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sociedadeink.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sociedadeink.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sociedadeink.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sociedadeink.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sociedadeink.wordpress.com/16/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociedadeink.wordpress.com&amp;blog=4629815&amp;post=16&amp;subd=sociedadeink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Gabriel Borges</media:title>
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			<media:title type="html">Cão policial</media:title>
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